Recentemente, surgiram alegações sobre a descoberta de uma vasta cidade subterrânea sob as Pirâmides de Gizé, no Egito. Pesquisadores italianos e escoceses afirmam ter utilizado tecnologia de radar de abertura sintética (SAR) para identificar estruturas cilíndricas verticais, escadarias em espiral e sistemas de água a profundidades superiores a 600 metros. Essas descobertas sugerem a existência de uma rede subterrânea complexa que poderia redefinir nossa compreensão da topografia sagrada do antigo Egito.
No entanto, essas afirmações enfrentam ceticismo significativo da comunidade científica. Especialistas renomados, como o egiptólogo Dr. Zahi Hawass, classificaram essas descobertas como "notícias falsas". Críticos questionam a capacidade da tecnologia SAR de detectar estruturas a tais profundidades e apontam a falta de revisão por pares e validação independente dos métodos utilizados.
Além disso, a credibilidade dos pesquisadores envolvidos tem sido objeto de debate. O professor Corrado Malanga, líder do projeto, é conhecido por seu envolvimento em teorias controversas, o que levanta dúvidas adicionais sobre a validade das descobertas.
Em contraste, projetos anteriores, como o ScanPyramids, utilizaram técnicas avançadas, incluindo radiografia de múons, para explorar o interior das pirâmides. Em 2017, o ScanPyramids revelou uma grande cavidade acima da Grande Galeria da Grande Pirâmide de Khufu, descoberta que foi amplamente aceita pela comunidade científica devido à sua metodologia rigorosa e validação independente.
Diante das controvérsias atuais, é essencial aguardar pesquisas adicionais e revisões por pares para validar quaisquer novas descobertas relacionadas às estruturas subterrâneas sob as pirâmides do Egito.